Uma empresa com 100 colaboradores resolveu incluir a ginástica laboral em sua grade de atividades. Eles foram divididos em cinco grupos e, no período de um mês, realizaram cinco aulas por semana com cinco minutos de duração. O investimento na ponta do lápis, acreditem, foi de R$ 1,96 por pessoa.
O valor gasto entra na linha direta da comparação custo x benefício, pois recentemente outra empresa me enviou relatório com estudo elaborado após o encerramento do trabalho de ginástica laboral. Entre as informações, o que mais me chamou atenção foi a queda da quantidade de funcionários com absenteísmo. Do início do trabalho, em 1999, até o final em 2005, a redução do absenteísmo na vida dos colaboradores caiu para 48,5%.
O retrato da queda do problema na empresa foi significativo. Sabe-se que o absenteísmo é a ausência temporária do colaborador no ambiente de trabalho por motivo de doença. Trata-se do principal alvo de combate de muitas empresas, porque é o ponto de partida para o desencadeamento de situações negativas no ambiente de trabalho como desorganização de atividades, limitação de desempenho e queda de qualidade dos serviços. Melhor dizendo, afeta diretamente os resultados das companhias e gera custos inestimáveis.
"O Investimento na ponta do lápis, acreditem, foi de R$ 1,96 por pessoa"
Só para reforçar esses pontos, recentemente a OPAS – Organização Pan-Americana de Saúde – divulgou pesquisa que aponta o absenteísmo como principal protagonista na lista de motivos de falta de funcionários nas empresas.
Esse verdadeiro inimigo do ambiente de trabalho (Absenteísmo) tem que ser combatido. E, por isso, a ginástica laboral pode ser a válvula de escape para começar a livrar-se de vez desse problema.
Os benéficos proporcionados pela prática de exercícios da ginástica laboral durante a jornada de trabalho estão relacionados em bens fisiológicos, psicológicos, sociais e, claro, empresarias. Na parte fisiológica a realização dos exercícios promove a sensação de disposição e bem-estar para a jornada de trabalho. Propicia maior flexibilidade, força, coordenação, ritmo, agilidade e resistência. Ou seja, já compõe fatores que resultam na maior mobilidade e melhora de postura. Na questão psicológica, a ginástica laboral melhora a autoestima, aumenta a motivação para novas rotinas, combate tensões, ajuda fortemente na atenção e concentração para o desempenho das atividades. Seguindo a linha dessas melhorias, a parte social também terá saldos positivos: já que favorece o relacionamento entre os colaboradores e fomenta o trabalho em equipe.
Assim, fazendo uma análise de todos os benefícios que a ginástica laboral traz aos funcionários, em diferentes pontos, fica claro o positivismo que a implementação das atividades pode causar.
Mas quando citei as melhorias, também destaquei o lado empresarial. Aliás, tudo que já foi descrito alteraria, e muito, o ambiente na empresa. Porém, quais seriam esses pontos que só acrescentam mais melhorias à empresa?
Logo de cara a empresa sentirá uma rápida redução de gastos com afastamento e substituição no quadro de funcionários. Outra melhoria está relacionada à diminuição de queixas, acidentes e lesões, pois com os exercícios estes tipos de problemas serão meras assombrações ao ambiente de trabalho. Por último, e não menos importante, a empresa favorece a sua imagem perante aos empregados, mostrando-se atenta à saúde de seus funcionários.
Portanto, a desculpa de que o gasto com a ginástica laboral é elevado, e seu benefício não é suficiente perde para comprovações notadas no dia a dia e, também, ao longo do tempo. Melhor dizendo ela pode ser o elo na melhora de vida tanto do empregado, quanto da empresa

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